Voluntários se reúnem em SP para lançamento da Frente Parlamentar de Combate ao Câncer

Voluntário do Hospital Amaral Carvalh

No Brasil, o câncer é a segunda maior causa de morte, chegando a provocar
aproximadamente 240 mil por ano. Visando diminuir as mortalidades, os
movimentos de combate à doença ganham força e buscam apoio para ampliar a prevenção e o tratamento. E para contribuir com a causa, a Assembleia Legislativa de São Paulo (ALESP) lança na próxima segunda-feira (26) a Frente Parlamentar em Prol da Luta Contra o Câncer. A iniciativa é da deputada estadual Valéria Bolsonaro (PSL), e contará com a presença de representantes das Ligas de Voluntários no Combate ao Câncer ligadas ao Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, SP, além do superintendente, Luiz Navarro.
A nova frente parlamentar vai analisar e sugerir medidas que fortaleçam a
pesquisa e o desenvolvimento científico de tratamentos para o câncer. A frente também vai apoiar as unidades de saúde que atuam na prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer. “Dados do Instituto Nacional do Câncer demonstram que a doença é responsável por mais de 12% de todas as causas de óbito no mundo. No Brasil, o instituto estima mais de 600 mil casos por ano”, lembra a parlamentar. O lançamento do colegiado, que já conta com a adesão de mais de xx parlamentares, e será realizado no plenário da Assembleia, às 14 horas.

A programação começa com a chegada dos 40 representantes dos voluntários, que serão recebidos durante almoço no restaurante Coco Bambu, de onde seguirão para a ALESP. O evento contará, ainda, com a presença do Gestor Institucional do Hospital Amaral de Carvalho, Altair Ribeiro, e do presidente das ligas de Voluntários do Hospital Amaral de Carvalho, Jose Eduardo Natalet, além da Deputada Valéria Bolsonaro. Em seguida, os voluntários visitarão os 94 gabinetes dos deputados estaduais da ALESP. “O objetivo é mesmo sensibilizar e chamar a atenção dos parlamentares eleitos para a luta contra o câncer.


Liga de Voluntários – Já são 4 mil voluntários que colaboram com o Hospital
e com a causa. Juntos, eles abrangem 4.200 voluntários de 108 ligas de
combate à doença, que, atendem cerca de 25.000 pacientes em todo o estado de São Paulo. “Esse é o maior movimento de combate ao câncer no país, e a busca por apoiadores precisa ser constante, para que o movimento continue com os grandes resultados que vêm alcançando”, afirma o superintende do Hospital Amaral Carvalho, Luiz Navarro.

Para o Presidente das Ligas dos Voluntários, Jose Eduardo Natalet, a visita
aos parlamentares amplia o conhecimento do projeto, gerando visibilidade e trazendo apoiadores para a causa. “Somos o maior movimento de combate ao Câncer existente no país, os parlamentares precisam conhecer e apoiar essa causa, precisamos manter o combate a essa doença que mata tanto”, afirma Natalet.

Sobre o Movimento dos Voluntários – O movimento voluntário do Hospital
Amaral Carvalho teve início na década de 90, a partir da criação da Entidade Anna Marcelina de Carvalho, em Jaú/SP, com um grupo de senhoras, entre elas, esposas de médicos e diretores, que atendiam as necessidades dos usuários do hospital que residiam na cidade. O êxito das atividades incentivou a organização de uma rede de apoio nos municípios que mais encaminhavam pacientes para tratamento oncológico, como Garça, Santa Cruz do Rio Pardo e Ibitinga. Escolhido para ser articulador desses grupos, José Eduardo Nadalet saiu em busca de interessados em ajudar, e então, passou a cadastrar voluntários, orientar e acompanhar as ações. Esse modelo se expandiu a vários municípios e hoje conta com mais de 4 mil pessoas que oferecem suporte a aproximadamente 25 mil pacientes, através das 108 Ligas de Combate ao Câncer vinculadas ao HAC. Fundamentais às políticas de saúde pública e ao bem-estar de milhares de brasileiros, o voluntariado supre carências de atenção extra-hospitalar dos doentes, como questões de logística, condições financeiras e até mesmo incentivo durante as etapas do tratamento. Nas cidades em que esses grupos atuam, o índice de cura é 12,4% superior em relação a outras localidades, segundo levantamento do Registro Hospitalar de Câncer do HAC.

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