Diversão[ Matéria de Capa ]

Nesta semana começa o Festival 1/4 de Cena

Entre os dias 17 e 20 de outubro, cenas curtas farão parte do festival, produzido de maneira independente em 2019.

Foto: Humberto Araújo

O Festival ¼ de Cena entra em sua 2ª edição em 2019 com muitas atrações para o público brasiliense. O evento visa fomentar a produção e circulação de trabalhos cênicos independentes no Distrito Federal e está sendo produzido de forma independente pela Ninja Loka Produção.

CONFIRA A PROGRAMAÇÃO DE 17 A 20 DE OUTUBRO:

17.10. 19 – quinta-feira – 20hs

A experiência humorística performática do nada, para não ser pretensioso
Habitar o limiar entre a reprodução do que é ensinado nos livros e faculdades e o que de fato é vivido. A experiência vivida importa. A arte está diretamente ligada as questões sociais, e baseado nisso, que tipo de teatro eu posso/tenho que fazer? Com quantas não piadas se faz uma piada? Em um misto de palhaçaria contemporânea e um Stand-up teatral, o ator incorpora um personagem que sofre os distúrbios da poesia acadêmica. E para isso, é preciso interpretar sua bisavó que sofre de narcolepsia enquanto distribui pequenos copos de suco. Uma experiência viva e real, e ai se encontra a cena.

Concepção e atuação: Matheus Dias
Direção: Yuri Fidelis
Assistente de direção: Similião Aurélio
Iluminação: Julia Tempesta
Duração: 15 min
Faixa etária: 10 anos

2 ou 3 fragmentos desses últimos dias – Coletivo Instrumento de ver
Cena de dança acrobática que compõe o novo espetáculo do coletivo Instrumento de Ver, 23 Fragmentos Desses Últimos Dias, em colaboração com a diretora francesa Maroussia Diaz Verbèke, a estrear em outubro deste ano. A coreografia em trio surge a partir da brincadeira entre Beatrice, ao calçar os sapatos, e Julia e Maíra, que criam o seu caminho (ou será que é o oposto?) proporcionando um jogo de troca, colaboração, dança e acrobacias.

Criação e atuação: Coletivo Instrumento de ver
Intérpretes criadoras: Beatrice Martins, Julia Henning e Maíra Moraes
Colaboração artística: Maroussia Diaz Verbèke
Faixa etária: livre

Juão – Raiz de 3 produções
Um garoto sertanejo conta sua história, sua relação com a comunidade, a feira, os afetos e memórias de criança que retratam a vida e os acontecimentos de uma comunidade Brasileira.

Atuação: Tauã Franco
Direção: Yuri Fidelis
Dramaturgia: Tauã Franco e Yuri Fidelis
Duração: 15 min
Faixa etária: 10 anos

SAMADHI – Columna Produções

Trazendo consigo inspiração no coração da mitologia hinduísta e na Poesia de Khalil Gibran, a esquete apresenta a perspectiva de uma mulher que passeia por suas sombras e decide dançar com elas.

Atuação: Devadasi Hermógenes e Ely Janoville
Direção: Emanuel Lavor
Concepção: Emanuel Lavor e Devadasi Hemógenes
Texto: “Perguntais-me como me tornei louco”, de Khalil Gibran Coreograa: Devadasi Hermógenes e Kelucharam Mohapatra
Trilha sonora original: Ely Janoville
Iluminação: Larissa Souza
Maquiagem e Figurino: Devadasi Hermógenes
Vídeo (gravação e finalização): Pedro Buson
Agradecimentos: Instituto Shambala, Miguel Devadata, Kamala Ramers, Cia Andaime e Ceres Moura
Produção: Columna Produções Brasília-DF, 2019
Faixa etária: livre

18.10.19 – sexta-feira

Descoreografia da bola dos sonhos – Independente
Uma figura com vestes bizarras anuncia aos participantes o fim da bola dos sonhos. Enquanto isso, borrifa uma fragrância amadeirada para preparar o seu elogio da loucura e se esforça por fazer passar uma mosca por um elefante. Para despertar os cinco sentidos, convoca a colocar em prática o seguinte provérbio: se ninguém te louva, farás bem em louvar-te a ti mesmo!

Elenco: Duda Herbst
Direção cênica: Lino Nilo
Dramaturgia: Duda Herbst e Lino Nilo
Duração: 15 min
Faixa etária: livre

OVO, ÓVULO, ÓVNIS – ATA – Agrupação Teatral Amacaca
O trabalho é inspirado no conto “O ovo e a galinha” da Clarice Lispector. A partir da reflexão da relação entre esses sujeitos, o conto problematiza questões femininas como a maternidade, destacando a função da mulher nesse processo, associada aos seus desejos pessoais e possíveis frustrações que esse conceito gera. O trabalho é uma construção de duas atrizes da ATA – Agrupação Teatral Amacaca – Camila Guerra e Juliana Drummond e colaboração de Rosanna Viegas também integrante do grupo. E foi apresentado pela primeira vez na ocasião do Sarau D’Amacaca edição comemorativa de 80 anos do diretor da Cia – Hugo Rodas.

Idealização: Camila Guerra
Direção: Juliana Drummond e Camila Guerra
Colaboração: Rosanna Viegas
Operação de Luz: Juliana Drummond
Operação de Som: Rosanna Viegas
Atuação: Camila Guerra
Duração: 15 min
Faixa etária: 16 anos

ATOR – Semente Cia de teatro
Ator é um exercício cênico que tem como alicerce relatos da vida do dramaturgo, ator, diretor e poeta Antonin Artaud, um gênio do século XX marcado pela loucura e pela marginalidade. Neste exercício-cena, a arena se torna uma bandeja, na qual um único Ator será servido ao público como um pedaço de carne.

Direção: Valdeci Moreira e Ricardo César
Ator: Daniel Landim
Iluminação: Valdeci Moreira e Matheus Trindade
Contra-regragem: Jullya Graciela
Produção: Marli Trindade
Duração: 15 min
Faixa etária: 16 anos

O Homem-Lixo – Independente
Monólogo escrito por Matéi Visniec é um manifesto contra o consumismo. O autor pelo Teatro do Absurdo nos mostra a trajetória de um cidadão comum, passivo, pouco dado a reclamações, que vai sendo paulatinamente transformado em lixeira por toda a sociedade, sem explicação, apelo, ou empatia.

Atuação: Du Oliveira
Direção:Magna Oliveira
Execução de cenografia: Vanderlei Costa
Sonoplastia: Tauana Barros
Faixa etária: 10 anos

19.10.19 – Sábado

HÁBRAÇOS – Grupo Pés,Teatro-dança com pessoas com deficiência
Quanto de mim existe no outro e o quanto do outro eu carrego em mim? Em cena, por meio do encontro e desencontro, os dançantes, Mari Lotti e Roges Moraes investigam o poder do toque, do afeto e do desafeto. Qual a potência de um abraço?
Coreografia : Mari Lotti, Roges Moraes e Yuri Jorge.
Iluminação e sonoplastia: Rafael Tursi
Duração: 7 min
Faixa etária: livre

Manifesto Trav(Eco)-Ciborgue
A performance trata sobre como o mito da criatura ciborgueana ─ que habita entre o orgânico e o tecnológico ─ pode servir de paradigma para compreender a construção e os processos de socialização do corpo transfeminino. A apresentação propõe encarar a travesti enquanto uma gura mitológica, pois se acredita que a narrativa ficccional é capaz de constituir uma outra gramática sobre os contextos e relações em que ocorre a violência transfóbica. A performance já foi realizada mais de 15 vezes dentro do território do Distrito Federal e uma vez em Goiânia, Manaus, Vitória e em La Plata/Argentina.

Direção, atuação, dramaturgia, concepção, figurino e iluminação: Maria Léo Araruna
Duração: 07 min
Faixa etária: 14 anos

Fracasso Coreográfico – Coletivo Tempos
O fracasso como potência, as ideias que tombam e o desmonte da eficiência. O convite ao recomeço. A parar o tempo e rever o que se faz. Essa é a dança de um corpo que perde as certezas e faz nascerem outros corpos. Um corpo dividido, corpo bicho, corpo bola, corpo medo, corpo pisoteado, corpo calado, corpo ditador, corpo engasgado, corpo criança. Uma dança na sombra ou o último suspiro possível em uma democracia.

Criação e Dança: Rafael Alves
Co-criação e operação de luz, som e imagem: Zé Reis
Dramaturgia: Zé Reis e Rafael Alves
Colaboração Artística: Sabrina Cunha e Diego Pizarro
Apoio: Noara Beltrami
Duração: 15 min
Faixa etária: livre

O Pequeno Chupa – Dedo – Coletivo COLUMNA – Lançamento e exibição Curta metragem – Inspirado livremente no conto “Struwwelpeter” de Heinrich Hoffman
Cena participante da primeira edição do ¼ de cena premiada pelo juri popular que se desenvolveu em curta-metragem. Em uma noite de encantamentos, histórias assombradas e brincadeiras, uma mãe cansada tentar colocar seu filho para dormir.

Produção: Coletivo COLUMNA
Direção: Emanuel Lavor e Pedro Buson
Roteiro: Emanuel Lavor
Elenco: Camila Guerra e Paulo André Lavor
Direção de Fotografia: Elisa Souza
Direção de Arte: Maíra Geraldo
Som Direto: Martha Suzana
Assistência de Direção: Caroline Morais
Assistência de Câmera: Jean Felipe
Montagem: Pedro Buson
Design e Mixagem de som: Guilherme Maiolino
Correção de Som: Lucas Gesser
Trilha Sonora Original: Ely Janoville
Produção Executiva Pedro Buson e Emanuel Lavor
Duração: 15 min
Faixa etária: livre

20.10.19 – Domingo – Cerimônia de Encerramento com entrega de premiação

Criação e produção: Ninja Loka e convidados.
Entrada Livre com liberação de senhas 1 hora antes no local
Idealização, Coordenação e curadoria: Janaína Mello
Produção executiva e Curadoria: Carol Barreiro e Adriano Roza
Curadoria: Adriano Roza, Carol Barreiro, Edson Beserra e Janaína Mello
Juri convidado: Ana Flávia Garcia, Jonathan Andrade e Larissa Mauro
Coordenação Técnica: Marcelo Augusto
Montadores: Adriano Roza, Manu Maia
Obra/Premio: Lourenço de Bem
Arte Designer: Coarquitetos – Danilo Fleury
Fotografia: Humberto Araujo
Videografia: Estúdio Lingus Filmes
Assessoria de Imprensa: Josuel Junior
Trilha sonora teaser: Ramiro Galas
Gráfica parceira: Pigmento Gráfica