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Em Junho, espetáculo da Cia. VíÇeras circula por três teatros do DF

Está chegando o dia da estreia de “Boca Seca”, a mais nova obra da Cia. VíÇeras que tem como tema a fome.

Foto: Thais Mallon

Em nove anos de atividade, a Cia. VíÇeras surgiu como um Núcleo de Experimentação Cênica. Aos poucos, o conceito de criação colaborativa passou a fazer parte da filosofia do grupo, que já produziu os espetáculos “Claustro” (2010), “Um ensaio repetitivo e monótono” (2011), “Godô chegô!” (2011/2013), “Frangx Fritx” (2014/2015) e o mais recente “Isto também passará, antes que eu morra” (2018/ 2019). Agora, com o projeto BOCA SECA, a Cia. continuará a provocar, criar levar o teatro e suas multilinguagens adiante, mantendo forte a cena artística brasiliense. Como referência para a criação de partitura coreográfica e conceitual, o grupo faz uso de importantes obras da literatura nacional: A Fome (Rodolfo Teófilo, 1890); Vidas Secas (Graciliano Ramos, 1938), Homens e Caranguejos (Josué Castro, 1967) e A Hora da Estrela (Clarice Lispector, 1977). Esta voz nacional dialogará com o ícone da literatura mundial Franz Kafka, com o conto Um Artista da Fome (1922). O motivo da realização do projeto, além da insatisfação social e política, é a ampliação de pesquisa iniciada em 2017, da qual surgiu uma cena curta de quinze minutos selecionada por curadoria especializada para o Festival 1⁄4 de Cena, com excelente recepção do público, da crítica e dos curadores.

Durante a produção da obra, três estudantes de diferentes cursos universitários em artes (artes cênicas, artes visuais e música) passaram a trabalhar como assistentes técnicos da obra. Os estudantes contemplados tornaram-se colaboradores criativos e estão em diálogo com profissionais da área. Dessa forma, o projeto legitima o estímulo de inserção desses estudantes no mercado criativo local.

Foto: Thais Mallon

Para o diretor Roberto Dagô, “os projetos desenvolvidos com o Fundo de Apoio à Cultura tem sido elaborados cada vez com maior complexidade e criatividade em Brasília. É impressionante como esse investimento se desdobra em tantos benefícios para a cadeia produtiva e simbólica da cidade”. Dagô ainda convida o público a conhecerem melhor a intensa rotina de trabalho e a beleza dos projetos desenvolvidos pelos artistas da cidade. “Assim como o nosso, os projetos estão articulando facetas de formação de plateia, capacitação de profissionais, programas educativos de parceria com instituições de ensino médio e básico, inserção profissional de jovens artistas, pesquisa de linguagem e difusão da arte produzida na cidade pelo país e pelo mundo.” Para Dagô, a linguagem cênica produzida na Capital é cada vez mais reconhecida pela sua força vanguardista e sua identidade. “Meu intuito, desde que fundei a víÇeras com meus colegas, é de contribuir e aprofundar esse potencial de linguagem extraordinário das artes vivas do DF.”

Estas são questões que desafiam os realizadores do espetáculo “Boca Seca” e que reforçam a importância de estimular, manter e fruir o trabalho de coletivos, cias e grupos de pesquisa da área artística. Além da troca de conhecimento e experiência, o projeto ainda gera renda e sustentabilidade, movimentando a cadeia produtiva das artes no DF.

BOCA SECA
Este projeto conta com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal.

Confira a agenda de apresentação do espetáculo:

Local: Espaço Cultural Renato Russo – Teatro Galpão
508 Sul
Dias 14, 15 e 16 de junho
Horário: Sexta e sábado às 20h e domingo, às 19h
Ingresso: R$10 (meia)

Local: Teatro SESC Garagem – 913 Sul
Dias 21, 22 e 23 de junho com roda de conversa ao final.
Hora: 20hs
Ingresso: R$5 (meia)

Local: Teatro SESC Paulo Autran – CNB 12
Dias 25 e 26 de junho
Hora: 15h
Público Alvo: Aberto a estudantes do CEMEIT – Taguatinga
Entrada Gratuita
Dia 27 de junho
Hora: 20h Público Alvo: Aberto ao público em geral, com roda de conversa ao final.

Entrada Gratuita com distribuição de ingressos 1 hora antes, no local. Classificação indicativa: 16 anos

FICHA TÉCNICA
Realização: Cia VíÇeras
Diretor: Roberto Dagô
Intérprete-criadora: Déborah Alessandra
Assistente de Direção: Cristhian Cantarino
Colaboradoras Artísticas (Teatro e Dança): Alice Stefânia e Katiane Negrão

Assistentes Técnicos: 
ARTES CÊNICAS Caê Villaça
ARTES VISUAIS: Pralads Dasa
MÚSICA: Henrique Ourofino

Coordenação Artística: Déborah Alessandra e Roberto Dagô
Coordenadora e gestora Executiva: Janaína Mello – Ninja Loka Produção
Assistente de Produção: Carol Barreiro – Ninja Loka Produção
Diretora de Arte: Luênia Guedes 
Iluminador: Ramon Lima
Arte-educadora: Arlene von Sohsten
Assessoria de Imprensa: Josuel Junior
Mídias Sociais: Daniela Diniz
Desenhistas Gráficos: Roberto Dagô e Gabriel Guirá
Música e Sound Design: Matheus Avlis de Souza
Fotografia: Thaís Mallon
Cinegrafia: Cícero Fraga
Operação de luz: Ramon Lima
Operação de Som: Matheus Avlis de Souza
Audiodescrição: ABDV