AVENIDA BRASIL voltará resumida em Vale a Pena Ver de Novo

Um dos maiores fenômenos da televisão brasileira está de volta para a surpresa de muitos telespectadores: É a novela “Avenida Brasil”, exibida originalmente há sete anos.

Reprodução: Internet

Poucas vezes uma telenovela causou tanto impacto nas redes sociais como Avenida Brasil. Todos os capítulos da trama eram contabilizados por fãs internautas no Twitter com as hashtags #Oioioi seguidas da numeração do capítulo do dia. Por mais de 170 episódios, o público esteve torcendo pelas personagens nesse que é um dos maiores fenômenos da televisão brasileira.

Avenida Brasil é uma novela daquelas que faz a gente ter a sensação que nossos pais e avós tiveram com “Irmãos Coragem” e “Selva de Pedra” e “Dancin Days”. Somos a geração saudosista que assistiu à novela sete anos atrás e que agora vai experimentar rever a novela no famoso “Vale a pena ver de novo”. Aliás, a escolha de Avenida Brasil foi uma surpresa, uma vez que a Globo já havia oficializado a reprise de “Eta Mundo Bom”, de Walcyr Carrasco. A escolha da novela de Walcyr, que também é um sucesso, não repercutiu muito bem na internet. Tramas como “Ti ti ti”, “América” e “Fina Estampa” também estavam cotadas para suceder “Por Amor”, atualmente em cartaz na faixa vespertina de reprises da emissora, acumulando a marca de maior audiência do horário desde 2009.

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É até difícil conhecer alguém que não tenha assistido à novela. Seu último capítulos conseguiu ultrapassar a marca de 50 pontos de audiência. Algo raro naqueles idos de 2012. Mas, imaginemos que alguém não tenha visto… Como seria contar sobre a novela para um novo telespectador?

“Avenida Brasil”! Não lembra? Aquela novela da Carminha, do Tufão e da Nina, que tinha o Rony, que era um jogador de futebol que todo mundo achava que era gay, o Adauto, um sujeito ignorante e engraçadíssimo. Não lembra? Tinha o Max, que era um mal caráter. Ah, sim! Agora você vai lembrar… Aquela novela que tinha o lixão da Mãe Lucinda e do Nilo. Pronto! Lembrou?

Tinha até uma brincadeira na época da novela: ela terminava congelando a imagem das personagens em momentos de tensão e nós queríamos porque queríamos imitar para colocar as fotos nas redes sociais. Era fácil… Tinha um aplicativo em que fazíamos a montagem. Devo até ter essa foto guardada em algum HD externo, não sei. Outra coisa interessante que me lembro era de uns trocadilhos e de umas piadas que faziam enquanto ela passava… Tudo era culpa da Rita! Se os professores entravam de greve ou se o bolo queimava, era culpa da Rita! Sabia que há uma versão dela no Peru? Sim… com um nome bem sugestivo e literal: “Avenida Peru”! Deve ser tenebrosa de se ver!

Eh, “Avenida Brasil”, viu!? Dancei muito a música da novela na boate! Em todo canto, toda festa tinha que tocar a música da abertura. Como era mesmo? Era.. Oioi, não! Oi vem dançar comigo… Não! Não era assim! Era… lembrei: Oi oi oi, oi oi oi, vem lalala,lalala vamos dançar! Lalala! Oi, oi oi! Era uma coisa mais ou menos assim! Lembro que até comprei os CD’s (gente… ainda vendiam CD, nessa época!). Estamos ficando velhos mesmo. Tinha uma personagem que ficou rica, a Monalisa. E você acredita que ela ficou rica de tanto trabalhar no salão de beleza? Tinha até um creme, sabe, com o nome dela… vendia até nas farmácias. Minha mãe que usava muito os produtos da Monalisa e comprava porque tinha um tal de do óleo de Argan do Marrocos. Por falar em Marrocos, tinha um homem (quem fazia era até o Juca de Oliveira), não lembro o nome dele na novela. Ele tinha feito “O Clone”, que é uma novela mais antiga. Em “O clone” ele era o  Dr. Albieri e em “Avenida Brasil” era o avô do Jorginho… (é mesmo… tinha me esquecido do Jorginho… ele era um moço todo problemático, fazia par romântico com a protagonista) e quando descobrimos que ele era o avô do Jorginho  falávamos que, na verdade, ele tinha clonado o Tufão, que era o pai adotivo do Jorginho e que a Nina, sua namorada, era uma ex-viciada que teve um caso com o Max, pai do Jorginho. Ai… está confuso, não é mesmo? É que tem muito tempo essa novela… já não lembro mais de tudo.

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Era uma novela muito boa! A gente ficou esperando até o final pra saber se um menino que era jogador de futebol era gay ou não. No meio da novela ele até casou com a Raquelly (espera… acho que Raquelly era de outra novela). Enfim, ele se casou com uma mulher que era toda periguete (era um apelido pra moça dada na época) que tentava convencer ele de que era machão, sabe? A música deles era uma que tocava em tudo que era rádio: “Eu quero ver você correndo atrás de mim… Eu quero ver!”.

Muito boa a novela. Claro, como toda novela tinha as partes chatas. Tinha umas mulheres lá que queriam ficar com o mesmo homem… Oh, parte boba! Tão boba que nem lembro. Agora, o que não dá pra esquecer é da Carminha. A mulher era má! Enterrou a Nina viva. Parecia até um filme de terror. Tinha uma cena delas no cemitério, tudo vermelho, sabe?! Uma enterrada e a outra sorrindo na beira da cova. Depois a Nina conseguiu sair e foi aí que Carminha se deu mal, viu! Lembro de quando ela teve seus cabelos cortados pela Nina, que queria se vingar dela por ter ajudado a matar seu pai e a ter jogado no lixão. Ela foi internada num hospício, fugiu… Nossa! Muito boa as partes da Adriana Esteves. Acho até corajoso tentar exibi-la no “Vale a pena ver de novo” (rs…). Era um tal de “merda”, de “bosta”, de “porra” pra todo lado. Acho que nunca vi uma novela com tanto palavrão como essa. Como toda novela que repete à tarde, os cortes serão bem providenciais. A exemplo de “Por Amor”, muitas cenas de “Avenida” serão suprimidas para adequação ao novo horário.

Uma coisa é certa… mesmo a novela estando disponível completa na Globo Play e até mesmo resumida em Box de DVD lançado pela emissora, rever na televisão causa uma ansiedade muito maior! Em outubro, vale a pena ver de novo Avenida Brasil!

About Auther:

Josuel Junior é ator, produtor cultural e assessor de imprensa formado pela Fundação Brasileira de Teatro - Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Tem trabalho ativo em teatro, cinema, televisão e fotografia.

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