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Agosto: mês do cachorro louco!

O mês de agosto é marcado por campanhas nacionais de vacinação antirrábica para cães e gatos, meio importante de prevenção e controle da “Raiva” doença infectocontagiosa que pode afetar além dos cães, os gatos, bovinos, equinos, morcegos e humanos.

Agosto foi escolhido, antigamente, para a campanha, devido ao aumento dos números de casos de raiva. Uma hipótese é de que há maior número de cadelas no cio devido ao aumento da luminosidade natural, que ativaria sexualmente diversos mamíferos. Consequentemente há maior disputas entre machos para acasalar com essas fêmeas, resultando em brigas e mordeduras, principal meio de transmissão do vírus. Mas ficar atento é importante, o vírus da raiva pode ser transmitido em qualquer época do ano.

Segundo a veterinária Camila Maximiano, da Clínica Pompeu, o principal meio de transmissão para animais é pelo morcego hematófago, aquele que se alimenta de sangue. Já para os humanos, cães e gatos estão entre os maiores transmissores. A “Raiva” é causada pelo vírus lyssavirus, não tem cura, é aguda e mortal em 100% dos casos. A vacinação é o único meio eficaz de proteção, por isso sua importância e deve ser administrada em cães a partir de 90 dias de idade e gatos a partir de 120 dias, ambos têm que receber reforço anual.

Embora a raiva esteja controlada nessas espécies, isso não isenta da vacinação anual que, além de obrigatória por lei, é o fator de maior relevância para garantir a manutenção de controle da raiva nas populações de cães e gatos e por consequência para a população humana. O DF não registra desde 1979 casos de raiva em humanos. Em 2001, foi o ano do último registro da doença em cães e gastos. Em 2013, foram confirmados dois casos no DF, um em bovino e outro em morcego.

Mas porque cachorro louco? Os animais acometidos podem apresentar os seguintes sintomas:

Agressividade, com tentativas de morder pessoas, animais e objetos; Tristeza, com busca de lugares escuros; Alteração do latido; Salivação excessiva, com a boca aberta constantemente; Recusa de alimentos e de água por ter dificuldade de engolir, com engasgos; Perda de coordenação motora; Convulsões; Paralisia nas patas traseiras; Paralisia total.

Caso seja mordido ou arranhado lave bem a ferida com água e sabão e de dirija ao centro de saúde mais próximo e informar a ocorrência no Disque Saúde (160). Identifique o animal agressor e seu tutor. Caso haja suspeita de que o animal tem a doença, ele não deve ser sacrificado. A orientação é deixá-lo em observação por dez dias em local seguro, de forma a evitar ataques a pessoas ou outros bichos. Se a observação não for possível, ele deve ser encaminhado ao canil da Vigilância Ambiental em Saúde, da Secretaria de Saúde, no Setor de Habitações Coletivas Noroeste 4.

Serviço:

Pompeu Clínica Veterinária (61) 3711-9006/ 99277-2738

SHIN – CA 10 – Loja 12 – Lago Norte – Brasília-DF

[email protected]

A veterinária da Clínica Pompeu Camila Maximiniano.